Deficiência de Ácido fólico

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Deficiência de Ácido fólico

O folato atua como uma coenzima em diversas reações metabólicas, desempenhando um papel importante na formação dos glóbulos vermelhos, no metabolismo dos aminoácidos, na síntese de ácidos nucleicos (DNA), no desenvolvimento e funcionamento do sistema nervoso e da medula óssea.
O ácido fólico é essencial para o desenvolvimento do feto, sendo que a suplementação alimentar tomada no período pré-gestacional e até que se completem 12 semanas de gravidez diminui o risco de malformação do sistema nervoso da criança.
A carência dessa vitamina e da cobalamina provoca uma anemia grave, chamada de Anemia Perniciosa, em que há um escasso número de glóbulos vermelhos que são de grandes dimensões.
Existe também uma relação entre o consumo de ácido fólico e a diminuição nos níveis de homocisteína, aminoácido sintetizado pelo organismo que ao não ser bem metabolizado, converte-se em importante fator de risco para aterosclerose.
Evidências epidemiológicas indicam que o excesso de homocisteína colabora para o aparecimento de doenças cardiovasculares e tromboses arterial e venosa, as quais podem se agravar e até acabar provocando um infarto.
No decorrer da vida, o folato vai mudando o seu papel, na fase escolar a sua carência pode levar à anemia nutricional, nos adultos mais idosos tem efeitos sobre o sistema nervoso central, os baixos níveis podem agravar problemas neuropsiquiátricos.

Fatores de Risco da Deficiência de Ácido fólico:
- Alcoolismo,
- Deficiência de complexo B12 e biotina,
- Deficiência de vitamina C,
- Tabagismo,
- Cafeína,
- Laxantes,
- Anticoncepcionais,
- Antibióticos,
- Síndrome de má absorção.

Sinais e Sintomas da Deficiência de Ácido fólico:
- Anorexia,
- Apatia,
- Anemia,
- Cefaleia,
- Distúrbios digestivos,
- Cansaço,
- Falta de ar,
- Ulcerações na cavidade oral,
- Problemas de crescimento,
- Insônia,
- Dificuldade de memorização,
- Palidez,
- Fraqueza,
- Depressão e neuropatias.

O diagnóstico da Deficiência de Ácido fólico baseia-se no histórico e exame físico, além de exames complementares como: ácido fólico e vitamina B12 sérica, folato eritrocitário, homocisteína sérica e dosagem de ácido metilmalônico na urina.

SAIBA MAIS:
- Fontes alimentares: fígado, feijão-frade, Soja, feijão branco, agrião, aspargos, espinafres, couve lombarda, Favas, couve-Bruxelas, gema de ovo, lentilhas, beterraba e brócolis.
- Cozimento prolongado pode destruir até 90% dessa vitamina.
- A carência de vitamina B12 ou folato é mais comum em pessoas com mais de 75 anos
- A deficiência pode apresentar-se em mulheres grávidas com alimentação carente de vegetais verdes e legumes.
- Como este ácido participa da formação do tubo neural durante a gestação, o seu consumo durante a gravidez, pode prevenir defeitos no sistema nervoso central como: espinha bífida e anencefalia.
- Reduz o aparecimento de bebês com malformação do trato urinário e do sistema cardiovascular.
- Diminui os sintomas de enjoos, náuseas e vômitos durante o primeiro trimestre de gravidez.
- Restringe a incidência de partos prematuros e melhora a qualidade do leite materno.
- Valores de referência do ácido fólico no sangue estão entre 55 e 1.100 ng/ml.
- No Brasil, existe uma lei que determina a adição de ácido fólico na farinha de trigo.

No caso de sintomas procure seu médico.

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