HPV no Homem

0

HPV no Homem
O HPV é um vírus transmitido pelo contato sexual que afeta a área genital e mucosa oral tanto de homens como de mulheres, sendo que no homem é um dos fatores responsáveis pelo desenvolvimento do câncer de pênis em menor freqüência, sendo os processos inflamatórios crônicos, principalmente em casos de prepúcio longo ou fimose, os maiores responsáveis por esse tipo de câncer.
As lesões provocadas por esse vírus são conhecidas como Condiloma Acuminado, Verruga Genital ou “crista de galo”. No homem, a localização mais freqüente é na glande (cabeça do pênis), sulco bálanoprepucial, meato uretral e, raramente, dentro da uretra, podendo ocorrer também na virilha, bolsa escrotal e região perianal. “Existem as formas subclínicas e latentes nas quais não há lesões visíveis”.
O HPV é mais difícil de ser diagnosticado no homem, porém ele também pode ser o transmissor do vírus para as mulheres. Geralmente, o HPV é associado às mulheres por ser responsável por quase 100% dos casos de câncer de colo do útero.
Considerada a principal doença sexualmente transmissível de etiologia viral, estima-se que 50 a 75% dos homens e mulheres sexualmente ativos entrem em contato com um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas e ocorre mais freqüentemente em jovens entre os 15 e 25 anos.
SINAIS E SINTOMAS:
Na maior parte das vezes a infecção pelo HPV não apresenta sintomas, o individuo pode queixar-se de ardência no pênis, apresentar uma inflamação constante do prepúcio e glande (balanopostite) ou aparecimento das lesões verrucosas.
O diagnóstico é feito principalmente pelo exame clínico, onde são identificadas as lesões verrugosas típicas. Em casos duvidosos pode ser feita a peniscopia, que é um exame realizado através de uma lente de aumento, identificam-se as lesões suspeitas, que podem ser biopsiadas e submetidas à análise histológica pelo patologista.
Atualmente estão sendo usados métodos moleculares para diagnóstico de lesões não visíveis chamados de captura híbrida e o PCR que procura identificar o DNA viral. É feito um escovado do pênis, superficialmente, e da uretra, para pesquisa destas células.
SAIBA MAIS:
- O período de incubação é de aproximadamente 2 a 8 meses, mas pode demorar até 20 anos tornando-se praticamente impossível determinar em que época e de que forma um indivíduo foi infectado pelo HPV.
- Quanto maior o número de parceiros, maior o risco de contrair e transmitir qualquer DST, inclusive o HPV e o vírus da AIDS.
- Usar preservativos em todas as relações sexuais.
- Fumar, beber em excesso ou usar droga afeta o sistema de defesa do organismo fazendo com que o HPV atinja o homem com maior facilidade.
- Não se automedicar.
- Não compartilhar objetos de uso íntimo com outras pessoas e fazer higiene de objetos de uso comum antes do uso.
- O HPV está associado a até 75% dos casos de câncer de pênis, uma vez que o vírus pode ajudar na proliferação das células de câncer. A má higiene do pênis, associada à presença da fimose, costuma ser um fator responsável pelos casos de câncer no pênis.
- Cerca de 10% das pessoas não conseguem eliminar o vírus e possui a infecção persistente pelo HPV e com maior tendência a desenvolver lesões que podem progredir para câncer.
- Já foram desenvolvidas vacinas que protegem contra o HPV para mulheres e seu uso é recomendado antes do início da atividade sexual, tendo expressão máxima se usada aos 11 ou 12 anos, ou para mulheres que já passaram desta faixa etária, de 13 a 26 anos. O valor profilático é considerado alto com proteção de 95% contra estes vírus.
- A resposta imune é semelhante em homens e mulheres, mas não se pode afirmar se será tão eficaz nos homens o quanto o é no sexo feminino. A proteção é estimada em 5 anos de duração.
- Se houver suspeita de que o parceiro sexual tenha qualquer DST é altamente recomendável consultar o médico urologista. Até que isto seja feito, também é importante uso de preservativo nas relações sexuais com o parceiro.

image_pdfimage_print
Compartilhar

Sobre o autor

Deixar comentário