Zumbido no ouvido – Viva Integral

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Zumbido no ouvido

Sintoma percebido pela via auditiva do indivíduo de um som agudo variando entre 3 e 7 decibéis, representando um barulho que pode ser confundido com um apito, um chiado ou até mesmo uma sirene, com diferentes intensidades e que não está ao seu redor no ambiente.
A percepção desse som está relacionada com o aumento dos impulsos elétricos que a via envia ao córtex cerebral e não tem nada a ver com o incômodo que ele causa, pois o grau de desconforto é subjetivo.
Ocorre em 17% da população mundial, ou seja, em números cerca de 278 milhões de pessoas e 28 milhões no Brasil que pode alterar o sono, provocar estresse emocional e impactar negativamente na qualidade de vida.
Geralmente nenhuma causa especifica pode ser estabelecida para o tipo comum do zumbido. A perda auditiva, infecção no ouvido, obstrução no conduto auditivo (cerume), ingestão de determinados medicamentos, exposição prolongada ao ruído, tumor, são fatores que podem estar associados. Se for do tipo vibratório, mais raro, as causas são vasculares ou musculares.
O mito de ser incurável cria paciente resignados, mas alguns são tomados por um sofrimento intenso que pode evoluir para transtornos psiquiátricos e levar a medidas extremas. Embora seja intuitivo admitir que o incômodo do zumbido possa levar a transtornos psiquiátricos, o inverso também é possível.
A ansiedade e depressão alteram os níveis dos neurotransmissores que estimulam as vias auditivas e podem causar zumbido. Como o estado emocional pode confundir a noção do que veio antes ou depois, é fundamental conduzir uma investigação minuciosa para saber o que é causa ou consequência e, assim, poder tratar adequadamente.
A impressão de que o sintoma atinge mais o idoso é falso, mas tem uma explicação: cerca de 90% dos casos têm como causa principal a perda auditiva e como esse problema atinge mais a terceira idade, há mais ocorrências de zumbido nessa faixa etária.
Som incômodo, entretanto, pode aparecer em qualquer idade, em pessoas com audição normal ou não e acomete mais o sexo feminino.
O diagnóstico é realizado pelo médico otorrinolaringologista através de histórico, exames físicos e complementares como: audiologicos, laboratoriais, eletrofisiológicos, de imagem e uma atenção especial à vida psíquica do paciente.
O teste de acufenometria é um exame que “mede” o zumbido – um conjunto de técnicas audiológicas que identifica um tom mais próximo ao som do zumbido do paciente.
A acufenometria tem como principal vantagem à possibilidade de monitoração da real intensidade e frequência do zumbido, e, por consequência, a supervisão do tratamento, além de auxiliar no diagnóstico das lesões auditivas.

SAIBA MAIS:
- O distúrbio se instala quando as vias auditivas passam a enviar impulsos mesmo sem haver uma fonte gerando o som.
- O grande obstáculo para o tratamento do zumbido é descobrir o que leva a essa emissão indiscriminada de impulsos, já que o zumbido em si não é uma doença, e sim um sintoma.
- Excesso de cera, infecções e lesões do ouvido são causas possíveis do problema. No entanto, muitos outros fatores que aparentemente não têm nada a ver com o sistema auditivo podem dar origem a esse sintoma. Desvios de coluna, alterações circulatórias, diabetes, disfunções da articulação da mandíbula e consumo excessivo de cafeína, álcool, tabaco e efeito de drogas ototóxicas, exposição prolongada a ambientes muito ruidosos são alguns deles.
- Cerca de 20% dos casos o zumbido causa sofrimento.
- Uma possível solução pode estar na terapia acústica, técnica que consiste no emprego de ruídos alternativos, para estimular o paciente a ignorar o zumbido ou, pelo menos, tomar conhecimento que outros sons estão presentes no ambiente.
- Com o método conhecido como Terapia de Habituação do ouvido, o paciente passa a não focar a atenção no tinnitus, passando a relatar que o chiado “diminui ou desapareceu”.
- Produtos com emprego de tecnologia de terapia acústica já estão disponíveis no mercado em aparelhos auditivos voltados, inicialmente, para pacientes com perda de audição.
- Muitas vezes o gerador de som em aparelhos auditivos não precisa nem ser ligado, em casos de pacientes com zumbido e perda auditiva.
- O nível de incômodo da pessoa é equivalente à atenção que ela dá ao sintoma.

O ideal é procurar orientação médica se o zumbido persistir por mais de um dia, mesmo acreditando que seja possível habituar-se sozinho.

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